Se você é síndico, gestor predial ou responsável técnico por manutenção de elevadores, provavelmente já ouviu falar da ABNT NBR 16858-1 — a norma que substituiu a antiga NBR NM-207 e passou a ser a referência oficial de segurança para construção e instalação de elevadores de passageiros no Brasil. Neste artigo, explicamos de forma simples o que ela exige em dois pontos que impactam diretamente a segurança dos usuários: comunicação de emergência e iluminação de emergência na cabine.
Da NM-207 para a NBR 16858-1: o que mudou
Durante anos, a norma de referência para elevadores no Brasil foi a ABNT NBR NM-207:1999. Ela foi substituída pela família de normas ABNT NBR 16858 (publicada em 2020), cuja Parte 1 trata especificamente dos requisitos de segurança para construção e instalação de elevadores de passageiros e de passageiros e cargas. Segundo especialistas do setor, a norma entrou em vigência obrigatória a partir de abril de 2024, o que significa que equipamentos novos e, em muitos casos, elevadores já instalados precisam estar adequados aos seus requisitos.
Na prática, isso não muda apenas um número de norma no papel — ela trouxe exigências técnicas mais rígidas para dispositivos de segurança, incluindo os sistemas de comunicação e iluminação de emergência que detalhamos a seguir.
Comunicação de emergência: o intercomunicador de cabine
Um dos pontos centrais da norma é garantir que qualquer pessoa presa em uma cabine consiga se comunicar com alguém do lado de fora em caso de pane. A exigência é de um sistema de intercomunicação entre a cabine, a casa de máquinas e a portaria do edifício (ou central de monitoramento, quando aplicável) — não basta um simples botão de alarme sonoro, é preciso comunicação bidirecional por voz.
Para manutenedoras e síndicos, isso costuma significar a substituição de intercomunicadores antigos, muitas vezes analógicos ou com componentes fora de linha, por centrais compatíveis com a norma atual — capazes de conectar a cabine a diferentes pontos do prédio (casa de máquinas, portaria, e em instalações maiores, centrais externas de monitoramento 24h).
Iluminação de emergência: mais do que uma lâmpada reserva
A norma também estabelece parâmetros técnicos objetivos para a iluminação de emergência da cabine, entre eles:
- Iluminamento mínimo de 2 lux, medido em qualquer ponto da botoeira da cabine;
- Fonte de emergência recarregável automaticamente, independente da rede elétrica do prédio;
- Capacidade de alimentar pelo menos duas fontes de luz por, no mínimo, uma hora;
- Ativação imediata e automática assim que houver falha no fornecimento normal de energia.
Ou seja: não se trata apenas de ter “uma luz de emergência” instalada, mas de um sistema com autonomia, recarga automática e acionamento instantâneo — pontos que costumam ser cobrados em vistorias e laudos técnicos.
Quem precisa se preocupar com isso
Essa adequação é responsabilidade compartilhada entre síndicos/condomínios (que devem exigir a conformidade da manutenedora contratada) e as próprias empresas de manutenção, que são quem especifica e instala os componentes. Antes de qualquer troca de equipamento, o ideal é que um responsável técnico avalie o elevador especificamente, já que os requisitos podem variar conforme o modelo e a data de instalação do equipamento. Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional habilitado.
Como a ALX Tecnologia pode ajudar
A ALX Tecnologia é representante oficial da Aztlan Technology no Brasil e fornece intercomunicadores, sistemas de iluminação LED de emergência e demais componentes originais para adequação de elevadores às exigências atuais de segurança — com suporte técnico especializado para ajudar sua manutenedora ou síndico a escolher a peça certa. Fale com nossa equipe e tire suas dúvidas sobre qual solução se encaixa no seu equipamento.
